terça-feira, 28 de junho de 2011

Eu apaguei de mim tudo o que eu consegui, o pior é que não consegui muito. Apaguei as conversas de MSN – com apenas uma exceção –, mas mesmo assim, o seu nome permanece na lista de contatos e todas as nossas palavras estão cravadas na minha memória – lugar do qual não consigo apagar nada. Apaguei todas as mensagens do celular, mas o seu número continua lá e tudo o que você já me disse vem a tona nas minhas – frequentes – crises de choro. Eu deletei o texto que você me escreveu, aquele texto lindo que você me mandou numa tarde e que me deu as falsas esperanças de um amor eterno. Eu apaguei ele, mas me arrependo muito, ele ainda era a maior prova concreta de que você me amou um dia. Eu acordo assustada no meio da noite e fico lembrando de tudo, de você, de nós, de mim, e eu choro, choro, choro, e essa dor não passa, e meu Deus, como eu queria ter você aqui pra me chamar de chata, ou dizer que estou fria e que prefere o meu lado carinhosa. Que saudade de te ouvir dizendo o quanto me ama, ou o quanto eu te faço feliz. Você nem deve mais sorrir ao ouvir meu nome, não é? Será que você já está fazendo outra pessoa feliz? Já está amando outro alguém? Eu ainda te amo garoto. Sabe, dá vontade de correr ao teu encontro e me humilhar mesmo, mas o meu orgulho me segura. E isso deve ser bom, não te garanto que seja saudável, mas acho que é bom sim. Não sei, talvez correr e te pedir pra voltar não seja a melhor opção mesmo, mas eu sinto que vontade de fazer isso, sinceramente, não falta. Se segura aí garota, mas meu Deus, me ajuda. Você me fazia tão bem, só que eu nunca te disse isso. E eu te amava tanto, só que também nunca te disse isso pessoalmente. Mas eu sou assim mesmo, fechada, cuidadosa, e me cuidei tanto, mas tanto, que tornei o meu maior medo real. Eu te perdi.

Nenhum comentário:

Postar um comentário