- Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz ao ponto de nem conseguir fechar os olhos... Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram... Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou. Já tive tanta certeza de mim... ao ponto de querer sumir... Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir... Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam...
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
CHIFRUDA!
Ela responde:
- Querida sou eu que ele namora em casa, sou eu que ele apresenta pros amigos e pra família, é olhando nos MEUS olhos que ele diz as coisas mais lindas, é comigo que ele anda de mãos dadas, e na minha casa que ele esta todo final de semana enfim, se ele ficou contigo foi só mais uma puta qualquer, PEGAR ELE É MOLE QUERO VER MESMO ELE ME LARGAR E TE ASSUMIR.
terça-feira, 13 de novembro de 2012
O ruim de ficar tanto tempo solteira é que você vê muitas coisas que não devia. Ou que todas deviam ver, não sei. E acredita cada vez menos em relacionamentos, lealdade, confiança. Tem vontade de ser solteira pra sempre, só pra não ter que passar por tudo aquilo que você já conhece de trás pra frente, ainda que ter alguém faça falta todo dia. Porque ter alguém também faz decepção, de sobra. E eu não tô afim. Vejo todos os dias os caras comprometidos, perdendo completamente a linha por aí. Colocando a namorada no bolso, sem o mínimo de respeito ou consideração, pegando amiga, prima, mãe e depois se declarando nas redes sociais. E me dá náuseas, definitivamente, não é isso que eu quero pra mim. Não tô generalizando. Tô lamentando o que eu mais vejo na minha vida. Lamentando a morte gradativa da minha esperança de amor e coisas bonitas. Esses dias minha amiga ficou, pela milésima vez, com um carinha que namora. Eles tem tipo um rolo, o cara é galinha profissional, mas ele no facebook é encantadoramente apaixonado, figura clássica. Mais tarde, eu tava ficando com um garoto qualquer e ele recebeu uma sms que dizia "Eu te amo demais, mesmo você não acreditando. Espero pelo dia que vamos ficar juntos pra valer.", ele leu, fechou e me beijou, sem esboçar nenhuma reação. Me deu um alívio enorme de estar ali por estar. E eu não consigo parar de pensar na história por trás daquela mensagem. E em como aquela menina devia tá se sentindo naquele momento, no quanto ela devia ter relutado pra escrever aquilo e se rendeu, num gesto de esperança, mais uma tentativa de fazer dar certo, de felicidade a dois. No quanto ela podia ser ou já foi eu. E, principalmente, no meu medo, de um dia, voltar a ser a menina que envia a sms.
Eu nunca planejei um futuro com ele. Nunca acreditei que daríamos certo ou seríamos oficialmente um casal. Também nunca quis nada disso. Não por não gostar dele, mas por gostar diferente. Por gostar dele leve, sem essa areia movediça de compromisso, esse laço que quando você percebe, já virou nó. Que afasta as pessoas, ao invés de unir. Eu gosto dele assim, me fazendo feliz, me fazendo rir, me fazendo ver que é possível ser de alguém sem se perder. E que eu posso ir embora e voltar, sem dor. Eu sabia que eu era dele, desde o primeiro momento em que o vi. Sabia que, de alguma forma, estávamos conectados. Não pra sempre em questão de tempo, mas pra sempre na história um do outro. E eu tava certa. Ele entrou na minha vida só pra me curar. Pra me ensinar, gostar de mim, aprender. Ele podia ser um futuro namorado, um futuro cafajeste, um rolo sem importância. Mas não, ele é mais que isso, tava destinado assim, antes da gente se conhecer. Ele é quase um anjo, alguma coisa bonita assim, minha paz com hora marcada.
Você percebe que superou quando entrar no facebook dele não é mais a prioridade do dia, não responde ele no chat na mesma hora que ele fala, ele online ou offline é indiferente e, principalmente, não quer matar ninguém de ciúmes quando vê fotos que não devia. Amo esse amor nos tempos virtuais, tudo tão difícil, tudo tão fácil.
Fiquei anos esperando o tempo passar e levar junto tantas coisas. Sentei, acampei, desisti e nada. Levantei e fui pegar um café, um amor. Quando voltei, não é que ele já tinha passado? Acho que o tempo não gosta de ser visto, esperado, desesperado. A gente quase enlouquece esperando e ele fica ali, calmo, esperando uma distração nossa.
Eu enfrentei o mundo por você, pra ficar do seu lado, mas você nunca esteve realmente do meu. Hoje, depois da sua partida oficial, eu posso ver tudo isso e me arrependo de ter remado tanto sozinha. E em vão, morremos afogados. Você jogou a gente em alto mar e foi pra outro barco, sem nem se importar se eu sairia bem ou mal disso tudo. Nunca se importou, não é? Agora eu sei. Agora eu entendo cada conselho de tanta gente que sempre quis meu bem, que eu sempre joguei fora pra guardar você. Mas você nunca valeu meus esforços, meu amor, minha doação. Acho que já entrei no barco furado e devia ter te jogado pra fora antes que ficássemos pesados demais e tudo afundasse, mas eu escolhi remar. Escolhi você e nunca fui sua escolha. Mas tudo bem, queria te dizer que, graças a você, aprendi a nadar. Era questão de sobrevivência, eu tive que aprender. Hoje sou melhor e você? Vai ser sempre o peso dos barcos, que triste. Não te desejo o mal, porque sua vida já é vazia demais e não tem mal pior que esse, alguém que não sabe viver. Alguém que não sabe dar e ter valor. Desejo que, um dia, você entenda o que é amor.
Eu acho que um fim é sempre muito chato, muito difícil, mas se for pra acontecer, que seja com dignidade. Nada mais triste e irritante do que, não bastasse estar sendo largada, ter que engolir um clichê. Eu, particularmente, penso em diversas formas de tortura e assassinatos que pareçam acidentais, mas tem quem fique mais deprimida ainda, complicado. Vamos explorar o top 10: 1- Em primeiríssimo lugar, o clássico "O problema não é contigo, é comigo!" CLARO, ÓBVIO. Mas me diz aí, a que problema você está se referindo? Conte mais sobre esse seu problema gigante que te fez terminar a relação! Oi? Não sabe? Ah é, esqueci que você só tá falando isso porque "é assim que se termina". 2- Temos o "Não quero te fazer sofrer", que não fica pra trás do primeiro colocado. Vamos pensar juntos! Você acha que terminando tá fazendo alguém feliz? É tipo arrancar a perna, pra não levar chute na canela? Fico confusa, mas enfim. 3- "Não estou pronto pra um relacionamento." E quem tá, meu bem? Se relacionar é isso mesmo, errar e aprender juntos, reaprender, melhorar, fazer o que for preciso só porque estar com o outro vale a pena, vale tudo. Ninguém acorda e pensa "Nossa, hoje eu tô pronto pra um namoro, hein!". 4- "Tenho traumas em namoros." Se todo mundo fosse se fechar depois de uma decepção, ninguém mais ia namorar no mundo. Quem ama, paga pra ver outra vez, se entrega, se joga mesmo. Quem não, dá desculpinha. 5- "Quero um tempo." Essa me estressa absurdamente. Chega e diz que quer pegação, putaria, quando se cansar volta, vamos trabalhar com a sinceridade e aceita quem quiser. Mulher que dá tempo não tem meu respeito, pra mim é relógio. 6- "Não estou certo do que estou sentindo." Vou explicar, então! Se você não tá certo, tá sentindo tudo, menos amor. E você sabe disso, então vamos ser homem, pra variar? 7- "Você é a pessoa certa, na hora errada" Onde vende essa agenda com hora marcada pra namorar, que eu ainda não achei, gente? Se fosse a pessoa certa, não existiria hora errada. Essa é bem covarde, porque conheço meninas que esperam a hora certa até hoje. 8- "Temos ideais diferentes" Cê jura? Então você fica sozinho, se amando, porque só você pensa exatamente igual a você. Que preguiça. 9- "Eu não te mereço" Olha, essa é uma grande verdade, mas o dia que isso for de fato um motivo pra um fim, não devia nem ter havido um começo. Em que mundo um cara acha que não merece algo ou alguém? Desconheço esse ser. 10- Por fim, um bem feijão com arroz: "Não somos mais os mesmos". Que bom né, já imaginou viver sem evoluir? Quem gosta, se esforça pra melhorar a relação e superar os dias difíceis, porque nada é só alegria. Eu fico aqui pensando, o que custa ser sincero? "Olha, não dá mais, porque eu não vejo mais graça em você" ou "Quero pegar qualquer garota que aparecer na minha frente, desculpa". Sei lá, jogar limpo, sabe? Acabou porque não existia mais ou nunca existiu amor, sem deixar falsas esperanças ou falar alguma coisa ensaiada, isso dói. Quem decide ir embora nunca vai sentir metade da dor de quem não teve opção, então colabora. Ninguém é obrigado a ficar com ninguém, mas o mínimo de consideração ás vezes é bom.
oderia ter sido diferente. Mas se fosse, será que teria sido pra melhor? Quem vai saber? Melhor ter ficado assim, tudo mais ou menos, tudo sem mais nem menos, tudo reduzido a nada, numa fração de segundos. Confio muito em destino, num plano maior, forças do universo em conspiração. Me acha doida? Talvez, mas é que acreditar que tudo depende só das pessoas, essas que vivem fazendo pouco do amor e substituindo seus valores por etiquetas, me parece tão pequeno, nunca me bastou. Não vou te dizer que aceito bem tudo que me é arrancado ou vai embora por vontade própria, sem dizer adeus. Não vou fingir que não dói e que eu não preferia ter optado, não vou esconder a saudade. No começo é uma tortura, não é nada fácil, não nego. Mas, mesmo com tudo à flor da pele, eu não me esqueço dessa coisa de karma, de tudo acontecer por um motivo e na hora certa. Não demora muito e eu até acho melhor, solto o mundo e deixo que voe o que quiser voar. Que fique o que quiser e tiver que ficar. É muito mais triste e solitário me apegar ao que não me pertence, me fechar pra coisas maravilhosas, por estar presa numa história breve e condenada ao fim. Só respiro fundo e espero, com fé e um certo alívio, que o que for realmente meu, volte muito mais bonito, forte e mais meu do que nunca. Ou, minha opção preferida, que nunca vá. Amém.
Não tem conselho de amiga que dê jeito. O cara pode chegar e dizer com todas as letras que não quer mais nada e nunca quis, pode fazer e falar o que for, ficar com a sua amiga, sua vizinha, sua prima. Você tem mil argumentos na manga, pra ver todo e qualquer vacilo com babados cor-de-rosa. Coleciona desculpas, pra que toda a culpa do cara mais idiota do mundo, pareça acidente ou fique minúscula e desculpável. O mundo pode gritar a verdade no seu ouvido, o cara esfrega ela na sua cara, mas você prefere permanecer de olhos fechados e ouvidos tampados, brincando de se enganar. Esqueceu como se brinca de ser feliz. Você e sua dor, presas numa bola de ar. Sua opção, triste e solitária. A menina de antes não precisava suplicar amor, ter alguém do lado dela por pena. Agora vamos fazer as contas: Você era linda em todos os sentidos possíveis, agora é o que? Perdeu o sorriso incrível, a paz, o encanto, a leveza, o amor-próprio. Perdeu o valor, se guardou no bolso de um imbecil, pequena e compacta. Quem ia querer alguém assim? E a menina que sonhava grande? Seus sonhos não cabem no bolso dele, abriu mão também? Eu posso entender seu sacrifício sem recompensa, mas agora me responde só uma coisa: O que você ganhou, além de dor? Sua felicidade não cabe na bolha de ar. Se nem você se ama, como pode pedir isso pra alguém? Sai desse bolso, princesa. Você é mulher, dele ou não. Não é moeda. Azar de quem te perdeu! Deixa ter sorte, quem te encontrar.
E, de repente, eu senti a leveza de me interessar por outro alguém. Sem passado pesando, sem presente passando despercebido. Fiquei feliz, não em começar uma possível nova história, nem em, quem sabe dessa vez, acertar. Não tava surtando e planejando um futuro lindo, com filhos correndo pela casa e cachorro no quintal, com o cara que eu mal conheço. Nada de planos bonitos, que sempre acabam rasgados pelo chão. Era um interesse simples, era pele, olhos nos olhos, arrepio, nada demais. O que me fazia sorrir de canto a canto era eu estar andando na direção de um outro alguém, sem me sentir acorrentada a nada e a mais ninguém. Sem nenhuma expectativa e nenhuma obrigação. Não tava ali pra adormecer minha dor por umas horas, não tava distraindo minha saudade. Tava ali e só, ficando bem, sem forçar. O ponto não era o novo cara, entende? Era meu reabrir de asas. Revoei.
Desde pequeno a gente é acostumado a ouvir por aí, desde os pais até a mulher na fila do mercado, que a vida é uma merda. Que homem não presta, que a gente tem que estudar muito, arrumar um emprego que dê dinheiro e ficar bem de vida. Quando se é criança, você diz amém e vai brincar na pracinha. Daí alguém fala "Aproveita enquanto você pode!" e você nunca entende os adultos. Eu cresci e, vou confessar, ainda não entendo. A vida só é uma merda, quando você acolhe esse tipo de pensamento que é apresentado tão cedo pra todos nós e passa a viver só pra isso, ter um emprego que dê muito dinheiro e que te deixe "bem de vida". Mas isso nunca vai ser estar bem de vida, então a fórmula nunca funciona e é mais uma pessoa a todo minuto pra reclamar na fila de algum lugar. Viver de peito aberto, apesar dos pesares, dói, mas nunca vai ser só sobreviver. Eu optei por trabalhar com o que eu amo, porque sou dos meus sonhos, não escrava de um contra-cheque. Minha opção é o amor, acho que é bem por aí. Meu objetivo de vida é uma família feliz, quase um comercial de margarina. Eu faço dinheiro, dinheiro não me faz. Pra ser adulto, não é preciso abrir mão da pracinha, nem de nada que nos faça bem. É só reorganizar o tempo e as prioridades. Enquanto o objetivo de vida das pessoas for dinheiro, a vida vai continuar sendo uma merda.
Eu discordo dessa história de que só é amor se for pra sempre. Digo, o sentimento pode até viver pra sempre, ali quietinho em algum canto do peito. Mas histórias começam e terminam e não é justo dizer que não houve amor. Não é justo achar que elas não deram certo ou que era a pessoa errada. O amor da sua vida, nem sempre é o cara que você casa e forma uma família. Pessoas se perdem, pessoas se encontram, é natural. Eu acredito em amor com alguns poucos meses de relacionamento. Amores mais bonitos do que alguns de anos, amores de outras vidas, escorrendo pelos poros. Sem esse papo de que tudo recente é paixão e amor é rotina. Paixão é carne, amor é alma, independente do tempo. Odeio quem teima em rotular o que o outro tá sentindo, mal sabe o que é quem tem no peito. Tudo que nos faz feliz, dá certo, mesmo que por uma semana, um mês. Tudo faz crescer, deixa o jardim mais bonito no fim das contas. E quem é essa tal de pessoa certa, afinal? Ninguém é errado, somos todos vítimas de desencontros. Seu certo não me agrada e vice-versa. Mania feia de jogar tantos dias incríveis no lixo, depois que a mágoa chega. Te fez chorar, mas te fez sorrir tanto, foi bom enquanto durou, foi certo e só, foi. Só passou e isso não quer dizer nada. Mania chata de relacionar amor com contos de fadas e o maldito feliz pra sempre. Amor se relaciona com feliz, sem complemento, sem prazo. Nem sempre, sem fim.
Aceitar um fim é aceitar um novo começo. Continuar numa relação onde as pessoas não mais se relacionam faz tanto sentido quanto ir patinar porque está com fome. Você perde tempo, pessoas, vida. Você ganha arranhões que poderiam ter sido evitados, ganha mágoas de alguém que poderia ter sido sempre especial e só. Ninguém disse que iria ser fácil, ninguém disse que não iria doer. O costume grita e você pensa que é o amor ainda vivo em algum canto. Grande engano, grande perigo. Até que o costume mude de figura, tudo é vazio, lembrança, saudade, tudo é ele. Mesmo depois do fim, mesmo sem amor. É o velho vício de mexer na ferida, sentir fisgada só pra não ficar sem sentir nada. E você ouve muitas fórmulas pra fazer tudo isso passar mais rápido, muito atalho tentando driblar o tempo. Não vou dizer que nenhum funciona, assim como não digo que algum funcione a longo prazo ou definitivamente. Não importa quantos corpos você tenha no verão, no inverno você sente falta da história, da alma, das manias. Vai ser ele por um bom tempo o dono das saudades bobas, das carências mais fortes, do carinho. E não tem fórmula mágica pra isso. Agora, se acabou, com certeza teve um bom motivo, já deixou de ser bonito como nas lembranças preferidas, por mais difícil que seja lembrar dos fatos por esse ângulo. E pro costume tomar uma nova forma, você tem que usar novos moldes, sem recaídas, sem se fechar pro mundo. Você vai tentar substituir ele por outro, assim, como quem muda de manteiga no café da manhã. E pode dar muito certo por uns meses, depois o novo cara é só mais um anexo no arquivo de decepções e a saudade, de algum modo estranho, nem é do cara novo. Tantas promessas de tudo ser diferente e no fim tudo sempre tão igual. E o vazio só aumenta, uma bola de neve. Até o dia que você acordar de manhã, se olhar no espelho e entender que ali tem alguém inteiro e com tudo que você precisa pra ser feliz. E esse dia, anota aí, vale mais que anos. Não se cura um amor com um novo amor. Se cura com amor-próprio.
Até hoje, vou te contar, eu penso na mensagem que você nunca mandou, nas coisas que você nunca me disse. Ainda espero, em silêncio e relutante. Lembro da gente nas músicas que você nunca me dedicou. Sinto saudade de você, que nunca foi meu. Do nós, que sempre foi eu. Saudade da coisa mais linda que já me aconteceu, mas que na verdade, nem chegou a existir. A loucura mais sensata da minha vida, ou a sensatez mais louca, quem sabe? Amei muito e de verdade, não nego. Ele ou uma idealização, não posso distinguir ao certo, mas era amor e isso não é contestável. E hoje eu me pergunto, com a minha vida seguindo tão bem e a ausência despercebida num canto, se ainda amo. Nada mudou, além de mim, e tudo parece tão diferente, tão distante, tão fora de mim e dessa vez, acredite quem quiser, por repulsa minha. Mas creio que seja um quase ou pós amor, muito carinho, alguma coisa menor e bonita assim. Porque, seja lá o que ainda resta, é quieto e não grita mais nos meus silêncios, nos meus ouvidos. Não me tira o sono, não me tira o juízo, a paz. Não é espaçoso, muito pelo contrário, compacto. Dizem que o amor é assim, calmo, sereno, brisa. Mas eu não acredito nesse amor que não invade, não vira do avesso, não desarruma. Não consigo imaginar o amor batendo na porta, comportado no sofá. Esperando você oferecer um copo d’água, café, bolo. Com licença, por favor, muito obrigada. Não o meu amor, não comigo. Meu amor pula a janela, põe os pés no sofá e pede mais uma almofada. Reclama que tá com fome e abre a geladeira pra ver o que tem de bom. Rouba o controle, muda o canal, faz bagunça. Meu amor é tempestade, terremoto, erupção. Brisa, comigo, só o fim, só sem mim. Sereno, deixo claro, só meu adeus.
Não chega desse jeito não. Me ligando, me fazendo rir, fazendo de tudo pra me ver. Não chega assim não, fazendo questão de mim, fazendo acontecer. Não vem cheio de atitude, me mostrando, logo de cara, que eu nunca tinha conhecido um homem antes. Não me conta suas histórias, sua vida doida, suas aventuras pelo mundo, que o meu mundo é do portão pra dentro. Não me invade. Não diz todas essas coisas que você sabe fazer e faz tão bem, para de falar sem pausa e me deixar boba te ouvindo. Faz assim, não sorri também. Tem sorriso que acaba comigo e o seu é nocaute. Não corta as minhas paranoias, não acaba com as dúvidas se eu devo mandar sms, se eu devo ligar, porque você já faz tudo isso e quando não, me pede um sinal de vida. Não me surpreende, não me encanta. É pedir demais? Não sai da mesmisse de todos os outros, não faz melhor ou tão melhor. Não me desarma, não estraga meus clichês. Não fica fazendo tudo certo, sem eu nem pedir. Não me acostuma mal, ou melhor, não me acostuma. Olha, fica aí quietinho, que só em existir você já me bagunça toda. Você só me faz o favor de piorar, da maneira mais incrível possível, aí fica tudo revirado e depois ninguém fica pra arrumar, sobra pra mim, sempre. Sobra mais um fim. Não se mexe!
Talvez ele não seja melhor, talvez até seja pior. Talvez ainda não seja ele, quem sabe pra sempre seja você. Mas ele me liga sóbrio e é assim que eu gosto: cara limpa, cara a tapa. Ele não precisa sair de si pra lembrar de mim, não precisa de dose de coragem pra ser meu. E eu não preciso ter que acordar de madrugada ou ir dormir tarde pra ouvir sua voz. Percebe? Minha opção foi múltipla escolha e as alternativas eram bem claras: Alguém ou ninguém. Não hesitei, chega. Guarda tuas desculpas, economiza teus argumentos. Não tenta me convencer que o problema é comigo, para de me fazer sentir culpada por não estar num bar qualquer numa sexta de madrugada. Porque eu passo só os domingos, segundas e todos os outros dias. E isso é culpa sua, então não inventa mais culpas que entre nós não cabe mais. Acontece que eu cansei do teu senso de humor arrogante, do teu jeito prepotente de se impor sobre mim e dizer sempre em tom de brincadeira o quanto é bom e as suas críticas entre uma piada e outra. Não dá mais pra eu ficar toda feliz com um elogio teu, sempre raros ou quase sempre subentendidos. Não tenho mais paciência pra esperar você parar de reclamar de saudade e vir me ver. Se você não quer perder essa mania de só me dar valor quando tá me perdendo, eu vou cuidar de fazer você dar valor de vez. Não monto mais meus planos e compromissos baseados em você e seus horários sempre cheios pra mim. Bem-vindo ao segundo plano e faz valer, porque do jeito que as coisas andam, fecho minha agenda pra você também. O cara novo, de uma semana, tem prioridade. O de um dia tá na sua frente também e os que eu ainda nem conheci. Tenho elogios, ligações e espaço em agendas todos os dias, nunca se esqueça disso! Você não quis que fossem vindos de você, amém. Mas eu, ainda assim, tenho tudo isso e mais todos os dias. E nunca mais vou me esquecer também.
quão masoquista ou estúpido é continuar numa história que só faz doer, só porque se não fosse amor, você, supostamente, já teria desistido? Será que amor é isso? Tudo que eu sei é que me transformei numa vampira de mim mesma e todo esse sangue que ele faz escorrer todos os dias. Vez ou outra tento me alimentar de fruta, uma coisa mais leve, mas ele me faz um corte sutil e eu não posso evitar a recaída. O quão doentio é estranhar a felicidade? E afastar, num reflexo, esses caras bem resolvidos e aptos a um relacionamento saudável. Porque minha saúde é como de uma dependente química, talvez pior. Porque ninguém vê meu estado se agravando, ninguém corre pra me ajudar. Ninguém me interna e eu não tenho força de vontade pra me curar só. Rejeito a cura junto com as flores, as mensagens de bom dia e essas paixões sufocantes. Já até me corto sozinha e ninguém desconfia. Não pense, precipitada e equivocadamente, que não sou feliz ou sou uma dessas apáticas se arrastando por aí. Não grito minha dor, porque talvez eu até goste ou só tenha me acostumado. Tô sempre sorrindo e não é atuação. Tô bem assim. Só não tenta limpar todo o sangue e dividir meu peso, minha loucura. Não vem achando que tem a minha solução, como se eu fosse um problema. Não tenta me arrumar, porque a bagunça sou eu, você só pode aceitar ou não. Eu sozinha sou ótima, juro. Sem obrigações, cobranças, imposições, reajustes. Não quero me mudar ou reabilitar. Sei lidar com a minha felicidade e tristeza, cada minuto, cada alto e baixo, sem querer salvar meu mundo fazendo um curativo barato. Porque meu mundo, presta atenção, não tá a perigo. Ele é isso e eu tô ótima, reforço. Se você prefere água parada, prateleira organizada, você troca de mundo, não tenta acalmar o meu. Tô bem sozinha, sou melhor só minha.
Eu tenho pena das pessoas que cruzam nossa vida no momento que a gente tá tentando se enganar que é livre, mesmo sendo presa de corpo e alma em outro alguém. É injusto você depositar seus sonhos e expectativas num prisioneiro. É cruel com o enganado e com o enganador, que chega a se convencer que é possível viver com um, algemado em outro. Eu sou solidária a quem passa tempos louco por um outro alguém e esse alguém resolve dar uma chance só pra fazer ciúme no babaca que não respeita ela nem quando ela tá do lado. E sim, chama isso, ironicamente, de chance. Chance pra quem, com o fim de data marcada, aconteça o que acontecer? Chance pra que, com os movimentos ensaiados pra quando o carinha passar, morrer por dentro? Eu acho a pior coisa que se pode fazer pro outro. Entrar no barco com colete salva-vidas, esperando a oportunidade de se jogar em alto mar e nadar até a morte, se preciso, pra chegar no barco que deixou ela á deriva. Aliás, tenho aversão a qualquer um que entre em barcos com colete salva vidas: Ou tá ali e que se danem os riscos ou não tá, não admito que fiquem precavidos e cheios de não-me-toque, não-quero-falar-sobre-isso. Sem julgamentos, porque todos nós já fomos monstros desse tipo um dia, não medindo consequências pra lutar por um amor, eu sei. Só que, o que todo mundo tem que aprender, é que luta é no ringue, corpo a corpo, os dois e só. Envolver outros nisso é jogo baixo, desleal. E que sejamos infantis, se preciso. Vamos bater pé, chorar, se vingar, odiar e deixar que o nó entalado na garganta e no coração se desfaça, custe o que custar. Sem querer pular pro feliz pra sempre, ninguém supera sem fechar o ciclo de não aceitar, ser infantil, se humilhar ou chegar perto disso, ficar muito mal, se acostumar com a ideia, esquecer. Ninguém dorme amando e acorda sem ninguém no coração, é um processo e dói, não vou mentir. Mas não tem atalho, isso que precisa ficar claro. Só acho que não valha a pena uma chacina pra tentar sair viva disso tudo. Acho que uma dor não é desculpa pra gerar tantas outras em inocentes. É desespero demais, covardia demais, triste demais. Acho que se enganar, é patético, mas um direito de cada um. Mas enganar o outro, é mais que falta de maturidade, é falta de caráter.
Ele e seu roteiro batido. Jurando que eu ia me derreter em cada linha, cair de amores no primeiro parágrafo. Mal sabe ele que eu sei cada vírgula de cor e na segunda frase já caia sim, mas de sono. Típico carinha que procura romances com data de validade, um amor pra vida toda que dure no máximo um mês. Porque toda essa coisa de relacionamento, convívio, ceder e se doar é complexo e trabalhoso demais e nada se resolve depois de uns copos de vodka. E qualquer tentativa a longo prazo vem lacrado com uma faixa de perigo e cheia de riscos, dores e feridas permanentes. E é tão mais prático brincar de casal. É tão mais fácil só receber, fazer parte dos planos de tantas garotas que ele nem lembra o nome. Não dói, tem coisa melhor que isso? Pra ele não e por que eu perderia meu tempo tentando reverter a solidão de alguém? A troco de que eu ia passar horas explicando que isso é patético? Continua brincando de ser feliz, só não me tira como idiota. Decora teu texto e diz do modo mais convincente que você conseguir pra qualquer uma nesse mundo, mas me poupa. Só me poupa. Que essas tentativas de ficção de amor, com esse ar de sou-tão-esperto me ofendem e eu ando sem paciência. Acontece que a gente tem mesmo esse instinto individualista e solitário e eu tô dando espaço ao meu. Sabe, esse impulso de se isolar, esses reflexos de egoísmo. Tô tentando ser na vida, quem eu sou no ônibus. Já entro em busca de um banco completamente vazio e sento na janela. Se alguém senta do lado, fico aflita procurando outro banco vago pro resto da viagem. Sem conversinha furada, sem relatos sobre a vida ou previsão do tempo. Sem ambulante, se desculpando por atrapalhar o silêncio da viagem, mas já atrapalhando e muito. Só eu, comigo, pensando em mim e sentindo o vento no rosto. Porque nessa de tentar, já perdi tempo, amor, sonhos, crenças, paciência e me perdi também. Então vamos combinar assim: Fale à passageira somente o indispensável. A menos que tenha algo a dizer melhor que o seu silêncio, o que é difícil. Agradeço.
Gosto de desafio. Gosto de me infiltrar na vida de um cara que diz não saber amar, não querer se prender. Quando ele percebe, já sou parte dele. A pior parte é deixar de ser, demorei a aprender. Mas desafio é desafio. Sou puxada, como um imã, pra essa gente mal resolvida emocionalmente, essa gente que recua, pula pela janela. Quem sabe é algum tipo de missão, essa coisa de cuidar, curar, ensinar e ver um pedaço de você voando, desapegado, pela janela. Talvez seja só uma acomodação masoquista de quem é bem mais familiarizada com a dor e esse lado complexo e conturbado das pessoas e relações. Pode ser só medo de alguém, desses organizados demais por dentro, chegar me mostrando que felicidade é uma coisa completamente diferente de tudo que eu sempre acreditei e me apeguei a vida toda. E eu ter que me virar do avesso, pela milésima vez, e rasgar por desgaste. Meu pavor da linha tênue entre ser corajosa e ser covarde ser rompida por um carinha certinho. Acontece que minha bagunça é tudo que eu tenho pra oferecer, mas ela precisa ser acolhida e não arrumada. Se tirar uma peça do lugar, eu não me encontro mais e aí sobra quem aqui? Uma boneca de argila do cara que não se assusta com a vida? Que Deus me livre e me guarde. Tô dispensando essa felicidade embrulhada pra presente, com um laço vermelho. Não sei lidar e prefiro distância dos politicamente corretos, emocionalmente maduros, sabichões de plantão. Nasci assim, dona da verdade e não admito alguém me questionando ou discordando de mim todo o tempo. Que Deus me defenda de lição de moral no café da manhã. Me disponho aos que não sabem o que fazer, mas fazem assim mesmo, de olhos vendados. Essa felicidade em conta-gotas, que vicia e sacia em doses homeopáticas. Tem coisa mais linda? Me proponho a ficar hoje, amanhã e até quando der, sem grade na janela. Aceito as desculpas por ele não saber isso, não conseguir aquilo. Reconheço e não resisto aos esforços do cara mais desajeitado do mundo, tentando, do jeito mais torto possível, ser tudo que ele leu numa revista sobre o que as mulheres esperam. Porque, sinceramente? Ainda que tudo acabe, eles vão embora com um pouquinho de mim e tudo que eu sou e acredito. A gente aprende um com o outro e se encontra um dia, por aí. O cara que sabe de tudo, se acha superior e tão mais evoluído a ponto de não precisar aprender, só acha que ensina e parte com pena de quem ficou, coitada de quem perdeu tão bom partido. Que preguiça.
- Chega de ser plano B, ligação de emergência, mensagem com cheiro de vodka. Isso tudo é solitário demais e, se é pra ser sozinha, que seja por inteiro. Ou tá do meu lado, ou não tá comigo, não tem como ser diferente e hoje eu sei. Não quero ninguém perfeito, já passei dessa fase de esperar o personagem principal da minha comédia romântica preferida, juro.Ý [..]
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
''Chutei a barriga dela e ela chorou de emoção. Fiz ela engordar uns 20 quilos e ela continuava linda e deslumbrante. Fiz ela quase morrer de dor e ela deu um grito de alegria quando me viu pela primeira vez. Eu roubei o tempo dela, deixei ela sem dormir várias noites, e a paixão só aumentou. Eu te amo, mãe.''
Incrível como aquela velha história do "esnoba que ele volta" continua funcionando em pleno 2012 e com aqueles que juraram que não queriam mais nada com você! Homens odeiam sentir que estão perdendo o controle da situação. Detestam imaginar que aquela "garotinha" perdidamente apaixonada, está mudando o rumo da vida, deixando de dar valor para um cara babaca. Quando nós, mulheres, aprendermos isso, teremos todos os caras nas nossas mãos.
"Às vezes tenho curiosidade de saber como as coisas teriam sido, mas acho que relacionamento antigo... é uma coisa que não se revive, sabe? Dificilmente dá certo! É muito bonito em novela, mas quando você volta com um ex, você se lembra claramente e a todo segundo o porquê de vocês terem terminado."
Pensa bem, meu amor, pensa bem. Eu sou daquele tipinho baixo de mulher. Daquele tipinho que rouba o seu celular enquanto você faz seu xixi feliz da vida, achando que conheceu alguém legal. Eu sou daquele tipinho raso, que vai xeretar seu or
kut, tentando descobrir o que sua ex tinha que te fez demorar tanto para aparecer na minha vida. E vou odiar toda a sua história, e vou odiar que seus amigos sejam amigos da sua ex, e vou odiar que seus amigos vão adorar contar suas histórias do passado.
E eu precisei dele, mais do que havia precisado de qualquer coisa antes. Entreguei meu coração em suas mãos sem nem pensar duas vezes. Me envolvi de corpo e alma. Não pensei no depois, só queria viver o agora. Estava cega de amor, não enxer
gava seus defeitos. O colocava sempre acima de tudo e de todos. Em nossas brigas eu sempre me culpava, e sempre pedia desculpas. Achava que não era boa o suficiente pra ele, que ele era mais do que eu merecia. Eu não me valorizava, vivia por ele, somente por ele. Perdi o controle da situação, pensava que ele me deixaria a qualquer momento, eu não tinha mais vida, eu vivia a vida dele. Fui perdendo ele por esse jeito, fui me perdendo em meio a tudo isso. Eu não queria aceitar que estava agindo errado, eu achava que amá-lo demais era o suficiente pra dar certo, eu não enxergava as outras coisas. Me deixei levar. E fiz com que ele saísse da minha vida. Percebi tarde demais os meus erros, percebi tarde demais que antes de amar alguém, eu tinha que me amar.
Se lembra de quando eu fui embora? Pois é. Eu queria que você corresse atrás de mim. Se lembra daquela vez em que eu disse que estava tudo bem? Eu queria que você me perguntasse só mais uma vez.. Que dissesse que me conhecia, que sabia que
não estava tudo bem. Se lembra de todas aquelas noites em que eu te ligava pra dar boa noite? Eu queria poder estar ao seu lado e dizer isso olhando nos seus olhos. Se lembra de todas brigas em que me fiz de indiferente? Eu me importava, importava sim. Queria pedir desculpa, queria muito. Se lembra de todos nossos sorrisos? Guardo eles pros dias que a saudade aperta. Se lembra quando eu dizia que achava tal música linda? Eu queria dizer que ela era nossa música. Se lembra quando eu te abraçava forte? Eu queria ficar ali pra sempre. Se lembra de quando eu elogiei o seu perfume? Eu queria dizer que amava o seu cheirinho. Se lembra de quando eu passava o dia sem dar notícias? Eu só queria me fazer difícil. Se lembra quando eu dizia que gostava muito de você? Eu queria dizer que te amava. Muito. Com todas minhas forças. Se lembra quando eu estava a ponto de desistir de tudo? Eu só queria que você pegasse minha mão e prometesse que ia comigo até o fim. Se lembra de todas vezes em que dizia que tu era um idiota, que só me machucava? Eu queria dizer que você era o amor da minha vida. Se lembra de quando eu fui embora? Pois é. Você não veio."
Me desculpe, eu sempre quero falar com você. Sinto muito quando demora muito para responder, eu fico triste. Me desculpe se eu digo coisas que podem te chatear. Me desculpe se eu sair como irritante. Sinto muito se você não quer conversar
comigo tanto quanto eu quero falar com você. Me desculpe se eu penso em você muito e muito frequentemente. Me desculpe se eu digo coisas insignificantes. Me desculpe se eu te falar sobre meu drama sem sentido quando você realmente não se importa. Me desculpe se eu sair como sendo pegajoso, mas é porque eu gosto de você
Sempre passei por cima de muitas coisas porque, apesar dos vacilos, ele era especial. Até o dia em que eu entendi que eu também era incrível e que se alguém teria que ter medo de perder entre nós, definitivamente não era eu. Foi aí que eu p
arei de engolir desculpas nunca acompanhadas de arrependimento. Foi aí que eu abri a porta e deixei ele ir. Quer liberdade? Boa sorte. Quando voltar e outro cara te atender, não sei, fica feliz por mim e tenta ser livre!
Que me perdoem o segundo, o terceiro e os outros muitos amores, mas o primeiro amor É o PRIMEIRO amor, ele é ÚNICO. Pode haver até amores maiores, ou melhores depois do primeiro amor, e até quem sabe mais apaixonados e mais bem vividos, mas a importância do PRIMEIRO amor na vida de uma pessoa é algo que nenhum dos outros muitos amores consegue apagar. ''
sindrome dos 20 e poucos anos
Você começa a se dar conta de que seu círculo de amigos é menor do que há alguns anos. Dá-se conta de que é cada vez mais difícil vê-los e organizar horários por diferentes questões: trabalho, estudo, namorado(a) etc. E cada vez desfruta mais dessa cervejinha que serve como desculpa para conversar um pouco. As multidões
já não são ‘tão divertidas’, às vezes até te
incomodam.
Mas começa a se dar conta de que enquanto alguns eram verdadeiros amigos, outros não eram tão especiais depois de tudo. Você começa a perceber que algumas pessoas são egoístas e que, talvez, esses amigos que você acreditava serem próximos não são exatamente as melhores pessoas. Ri com mais vontade, mas chora com menos lágrimas e mais dor. Partem seu coração e você se pergunta como essa pessoa que amou tanto pôde lhe fazer tanto mal. Parece que todos que você conhece já estão namorando há anos e alguns começam a se casar, e isso assusta !
Sair três vezes por final de semana lhe deixa esgotado e significa muito dinheiro para seu pequeno salário. Olha para o seu trabalho e, talvez, não esteja nem perto do que pensava que estaria fazendo. Ou, talvez, esteja procurando algum trabalho e pensa que tem que começar de baixo e isso lhe dá um pouco de medo.
Dia a dia, você trata de começar a se entender, sobre o que quer e o que não quer. Suas opiniões se tornam mais fortes. Vê o que os outros estão fazendo e se encontra julgando um pouco mais do que o normal, porque, de repente, você tem certos laços em sua vida e adiciona coisas a sua lista do que é aceitável e do que não é. Às vezes, você se sente genial e invencível, outras… Apenas com medo e confuso.
De repente, você trata de se obstinar ao passado, mas se dá conta de que o passado se distancia mais e que não há outra opção a não ser continuar avançando. Você se preocupa com o futuro, empréstimos, dinheiro… E com construir uma vida para você. E enquanto ganhar a carreira seria grandioso, você não queria estar competindo nela.
O que, talvez, você não se dê conta, é que todos que estamos lendo esse texto nos identificamos com ele. Todos nós que temos ‘vinte e tantos’ e gostaríamos de voltar aos 15-16 algumas vezes. Parece ser um lugar instável, um caminho de passagem, uma bagunça na cabeça…
Mas TODOS dizem que é a melhor época de nossas vidas e não temos que deixar de aproveitá-la por causa dos nossos medos… Dizem que esses tempos são o cimento do nosso futuro. Parece que foi ontem que tínhamos 16…
Então, amanhã teremos 30. Assim tão rápido.
Mas amor é isso, não é? É ter todos os motivos pra ir embora, e só com um motivo pra ficar, a gente fica. É insistir com mil motivos pra desistir. E a gente insistia. A gente brigava, jurava ódio eterno e 5 minutos depois já tava se ligando querendo se ver. Um louco pelo outro, no meio de toda essa loucura. Ninguém entendia. Mas a verdade é que a gente não fazia questão de entender. Até porque, qu
em entende o amor? A gente sente e ponto final. E de ponto final a gente entendia, vivíamos querendo colocar um entre nós dois. Mas não dava, praticamente impossível. O ponto final sempre acabava virando uma desculpa pra escrever novos parágrafos. A história nunca chegava ao fim. E quer saber, talvez não tenha fim. Mesmo que os anos passem, mesmo que a vida finalmente consiga nos separar, eu não tenho dúvida que todos os dias ele vai andar pela rua me procurando. E eu não tenho duvida que cada cara mais velho de cabelo castanho virado de costas que eu ver vai fazer meu coração disparar pela possibilidade de ser ele. A gente sabe que vai ser assim e aceita – até gosta. No meio de um mundo sem amor, ser amado e amar alguém sem tempo marcado pra acabar é artigo de luxo. E sei lá, existem coisas que simplesmente são eternas, mesmo que a gente jure que não acredita nesse lance de pra sempre. Algumas histórias são traçadas com linhas tortas, outras com linhas retas, mas tem aquelas, tipo a minha e a dele, que são traçadas com o símbolo do infinito – vem com curvas e linhas cruzadas, mas nunca, nunca tem fim.
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
Oi meu doce Novembro.
Seja bem vindo, e que com sua primavera quente, meu coração se aqueça e floresça.
Leve por favor todas as surpresas e decepções de Outubro.
Que logo você, um mês tão injustiçado por ser corrido e ocupado, desocupe minha mente de todas as mágoas que ficaram.
Venha Novembro, e traga com você toda paz que eu mereço e esperei em vão por todo esse ano.
Me surpreenda por favor, ultimamente tenho odiado as surpresas, mas espero que você me traga somente boas noticias.
Que em cada um dos seus 30 dias eu me faça mais completo, mais humano, mais exato, mais experiente e calmo.
Que você não passe na pressa de um ano que se acaba, mas que passe na calma de um ano que ainda pode me valer a pena.
Sabe Novembro ?!
Meu ano foi muito confuso, muito duro, e por alguns instantes desacreditei em coisas que não podemos desacreditar de forma alguma, então por favor seja doce, e não permita que me magoem de novo.
Que seja, doce, que seja leve , que seja lindo, tão lindo quanto aquele sorriso que tanto me faz falta, mas que sei que você vai me ajudar a esquecer com novos sorrisos mais lindos ainda.
Vem Novembro, e vem com tudo, com tudo de bom que eu mereço.>
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
Ele não sabe mais nada sobre mim. Não sabe que o aperto no meu peito diminuiu, que meu cabelo cresceu, que os meus olhos estão menos melancólicos, mas que tenho estado quieta, calada, concentrada numa vida prática e sem aquela necessidade toda de ser amada. Ele não sabe quantos livros pude ler em algumas semanas. Não sabe quais são meus novos assuntos nem os filmes favoritos. Ele não sabe que a ca
da dia eu penso menos nele, mas que conservo alguma curiosidade em saber se o seu coração está mais tranqüilo, se seu cabelo mudou, se o seu olhar continua inquieto. Ele nem imagina quanta coisa pude planejar durante esses dias todos e como me isolei pra tentar organizar todos os meus projetos. Ele não sabe quantos amigos desapareceram desde que me desvencilhei da minha vida social intensa. Que tenho sentido mais sono e ainda assim, dormido pouco. Que tenho escrito mais no meu caderno de sonhos. Que aqui faz tanto frio, ele não sabe por mim. Ele não sabe que eu nunca mais me atentei pra saudade. Que simplesmente deixei de pensar em tudo que me parecia instável. Que aprendi a não sobrecarregar meu coração, este órgão tão nobre. Ele não sabe que eu entendi que se eu resolver a minha dor, ainda assim, poderei criar através da dor alheia sem precisar sofrer junto pra conceber um poema de cura. Hoje foi um dia em que percebi quanta coisa em mim mudou e ele não sabe sobre nada disso. Ele não sabe que tenho estado tão só sem a devastadora sensação de me sentir sozinha. Ele não sabe que desde que não compartilhamos mais nada sobre nós, eu tive que me tornar minha melhor companhia: ele nem imagina que foi ele quem me ensinou esta alegria.
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
Adeus , amooor ..
Você foi tudo pra mim , mais deus diz : ''AMAI O PROXIMO''rs (brincadeirinha) E também , eu te amo , te amei , gostava muito de você . Mais com o tempo nosso amor foi se esfriando , você não falando mais comigo , não me ligando , não me dando atenção & as vezes o que está quente não pode se esfriar .. EUUUUTEAMEEEEI Meu gato , meu melhor amigo ,que sabe tudo dá minha vida . Quem sabe um dia , nós não se esbarramos por ai !
Beijos da sua EX-Namorada ...
By: Marcelly lima .
PS: Boa Sorte no seu Caminhar !
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
Chega de desculpar tanto, de tampar o sol com a peneira. Quando um cara REALMENTE está afim de você, ele vai até o inferno por você. Essa verdade ninguém me tira. Não tem trabalho, família, futebol, amigos, crise existencial, nem celular sem bateria que façam com que ele – caso tenha educação e a mínima consideração – não tenha tempo de dizer um simples “oi”. Isso não é pedir muito, concorda? O cara não precisa dar satisfação a toda hora, te ligar várias vezes por dia, isso é chato e acaba com qualquer romance. O que eu quero dizer é que mulher precisa de carinho. Atenção. E uma sacanagem bem-dosada. Somos seres românticos, abduzidos pelos finais felizes dos filmes e livros. A gente sempre acha que alguma coisa vai mudar, que ele vai perceber TUDO o que está perdendo e vai aparecer com flores na porta da nossa casa. Mas a realidade é diferente. Não somos a Julia Roberts, não estamos numa comédia romântica e, na vida real, homens são simples e previsíveis. Quando eles querem uma coisa, não há nada – nem ninguém – que os impeça. Portanto, anotem aí: quando um cara está afim de você, ele vai te ligar, ele vai te procurar, ele vai te beijar, ele vai querer estar sempre com as mãos em cima de você. Não sou radical, apenas cansei de dar desculpas pra erros que não são meus. Ou são. Afinal um cara babaca sempre dá pistas de que é babaca e só não enxerga, quem não quer
“No fundo, mesmo lendo tanto, pensando tanto e filosofando tanto, a gente gosta mesmo é de quem é simples e feliz. A gente não se apaixona por quem vive reclamando e amassando jornais contra a parede. A gente se apaixona por esses tipinhos banais que vivem rindo. E a gente se pergunta: que é que ele tem que brilha tanto? Que é que ele tem que quando chega ofusca todo o resto?
Um homem de verdade não vai se importar com o tamanho do seu sutiã, com a grossura das tuas coxas, se você tem bunda grande, e nenhum sinal de barriga. Um homem de verdade vai reparar no teu sorriso,no modo como você coloca o cabelo para trás da orelha quando está nervosa, na tua risada, no modo em que seus lábios se movem enquanto você fala, no teu jeito histérico ao ver um filme de terror, no teu jeito estranho de correr, nas tuas manias, nos teus gestos exagerados e na forma como você pronuncia o nome dele. Um homem de verdade vai te amar pelo teu conteúdo, e não pela embalagem...
Você é um babaca, ela é uma vadia e eu odeio os dois. Odeio ela porque você sempre a preferiu, sempre a escolheu, e se uma vez escolheu a mim foi porque ela lhe faltou. Eu odeio você por ser esse imbecil que não percebe o quanto eu te cativo e o quanto eu poderia te cuidar. Hoje eu te odeio com todo o amor que ainda resta em mim e com todo o resto que consome um corpo, uma mente e um coração por completo. Eu o odeio por ter me conhecido como ninguém, por saber dos meus medos, das minhas alegrias, das minhas histórias, do meu mundo e do meu eu e ter jogado fora, pisotiado, me marcado e por, agora, agir como se não fosse nada. Você ainda me dói, ainda me machuca e por mais que eu tenha lhe falado que você matou a menina doce que existia em mim, eu menti, ela ainda existe e muitas vezes ainda chora por lembrar de você. Você matou muitas coisas em mim, e eu ainda estou em luto por isso, só que eu prometi a mim mesma que você nunca mais saberia como eu me sinto. Mas, apesar de tudo, eu posso dizer que já estou melhor, e já consigo ouvir aquela música que você cantava pra mim, já consigo ouvir e não lembrar de ti. “Garotos não resistem aos seus mistérios, garotos nunca dizem não”, você nem deve lembrar, mas eu não me esqueço de quando você cantava essa música olhando pra mim. Outra coisa que eu odeio é lembrar que esse garoto fofo e romântico era só um papel, um personagem, nunca foi você. Você é um menino que quer sair, curtir, beber e pegar meninas. Eu me apaixonei por alguém que não existiu. Isso significa que nunca ouve chance pra nós porque na verdade nunca houve um “nós” nessa história. E dessa maneira, com pesar, eu vejo que toda a minha felicidade ao teu lado foi uma ilusão de cinema barato, e todo o meu sofrimento foi em vão e inútil, do mesmo jeito que você foi.
Meu bem, cadê você? Eu te amo, te guardo, te recordo, te aguardo e te escrevo, tentando fazer você voltar, mas você não volta. Então, cadê você? Sabe, lembra quando a gente costumava chamar um ao outro de “amor”? Eu lembro inclusive da primeira vez que ouvi você me chamar assim, você estava me contando que naquela tarde havia comprado uma camisa, e estava perguntando se eu gostava de xadrez, sabe de um coisa? Amor, quando você me chamou dessa forma naquela noite, todo o meu dia se tornou feliz, um dos mais felizes e o sentimento mais puro aflorou todos os meus sentidos, todos os meus músculos e eu só te apertei mais junto a mim. O que é uma pena, na verdade, é que eu nunca mais o ouvi me chamando assim, e eu sinto falta. Aliás, não só disso, de tudo, eu era feliz sabia? Eu me pergunto se não consegui fazer você feliz e que foi por isso que você se foi. Eu ainda ouço a sua voz, mas ela é um eco do que era antes para mim, é um eco das suas conversas, das suas risadas. Será que a sua voz engrossou um pouco? É difícil dizer, eu só ouço o que o vento me trás, não sei de onde o eco vem, ele só vem. Me diga, por favor, aonde está. Tire a venda que me cobre os olhos. Espante o vazio e o escuro que deixasse com sua partida repentina. Me permita ser feliz ao teu lado de novo. Ou pelo menos só mais uma vez. Volta e diz que não tem mais solução, me diz pra parar de esperar, diz que isso é em vão. Só volta pra dizer que não vai mais voltar.
- Eliani Ventura
- Eliani Ventura
Algumas coisas talvez só tenham que acontecer, sem razão ou explicação aparente, talvez no início mesmo a gente não entenda, mas depois, ah, pra que se importar com o depois? Eu te conheci pra ser só mais um daqueles amigos, colegas passageiros, que chegam, ficam um pouco e vão embora. Nômades, andando de coração em coração, de vida em vida, buscando o que há de melhor, explorando, conhecendo, e indo embora. E hoje parece uma ofensa lembrar que um dia cheguei a pensar isso justamente de você.
Lembro de outras pessoas que foram saindo, esquecendo, sendo esquecidas, mas você foi ficando. Todos os dias foi fazendo a diferença, todos os dias foi me mostrando que alguns ainda valem a pena, que ainda existem pessoas que a gente pode confiar. Pessoas que se dermos a nossa vida inteira colocada dentro de uma caixinha de cristal, podemos confiar cegamente no fato de que elas irão guardar aquilo com a própria vida, se assim se julgar necessário.
E você foi me conquistando aos poucos, e é absolutamente incrível acreditar que também te conquistei aos poucos. Logo eu, assim chata, torta e dramática, mas você parecia nem perceber isso, assim como eu achava – e aliás, ainda acho – absurdo quando você dizia ser mal humorado, chato, ou ainda, quando dizia que muita gente não gostava de você. Poupe-me da modéstia. Ou não, se quiser, eu te aceito assim mesmo.
Eu volto e leio essas palavras sorrindo, porque, eu te amo tanto que gostaria de lhe cuidar todos os dias, de lhe proteger de todo o mal. Proteger de tudo e de todos que pudessem lhe tirar o sorriso do rosto.
Não ria, se algum dia vier a ler isso, essa é mais uma daquelas cartas que escrevo pra falar de todo o bem que você causou na minha vida. Pra dizer, com aquela frase clichê, que a distância não é nada. Dizer que você é o melhor, maior e mais incrível amigo que eu poderia ter encontrado. E admitir, perante toda a minha fraqueza e carência humana, que eu nem sei o que eu teria feito se você não tivesse me segurado e me livrado várias vezes dos perigos de mim mesma.
Sabe, algumas coisas realmente, no início, parecem não fazer sentido, mas depois... Depois a gente entende.
Lembro de outras pessoas que foram saindo, esquecendo, sendo esquecidas, mas você foi ficando. Todos os dias foi fazendo a diferença, todos os dias foi me mostrando que alguns ainda valem a pena, que ainda existem pessoas que a gente pode confiar. Pessoas que se dermos a nossa vida inteira colocada dentro de uma caixinha de cristal, podemos confiar cegamente no fato de que elas irão guardar aquilo com a própria vida, se assim se julgar necessário.
E você foi me conquistando aos poucos, e é absolutamente incrível acreditar que também te conquistei aos poucos. Logo eu, assim chata, torta e dramática, mas você parecia nem perceber isso, assim como eu achava – e aliás, ainda acho – absurdo quando você dizia ser mal humorado, chato, ou ainda, quando dizia que muita gente não gostava de você. Poupe-me da modéstia. Ou não, se quiser, eu te aceito assim mesmo.
Eu volto e leio essas palavras sorrindo, porque, eu te amo tanto que gostaria de lhe cuidar todos os dias, de lhe proteger de todo o mal. Proteger de tudo e de todos que pudessem lhe tirar o sorriso do rosto.
Não ria, se algum dia vier a ler isso, essa é mais uma daquelas cartas que escrevo pra falar de todo o bem que você causou na minha vida. Pra dizer, com aquela frase clichê, que a distância não é nada. Dizer que você é o melhor, maior e mais incrível amigo que eu poderia ter encontrado. E admitir, perante toda a minha fraqueza e carência humana, que eu nem sei o que eu teria feito se você não tivesse me segurado e me livrado várias vezes dos perigos de mim mesma.
Sabe, algumas coisas realmente, no início, parecem não fazer sentido, mas depois... Depois a gente entende.
Sabe, ainda é difícil estar tão longe de você, é difícil desejar a sua presença aqui perto e saber que é impossível. Isso machuca demais o coração, e sabe aquela coisa, aquela vozinha que se diz a razão? Pois então, aquela vozinha as vezes fraqueja e diz pra desistir, tantas vezes ela veio tão boa de ouvir, como uma canção, ela veio e eu quase a segui. A um passo da total perdição do meu ser. Mas eu ainda sei o que isso significa. Desistir de você ainda não está nos meus planos, por mais que eu pare de falar tanto em ti, por mais que eu pare de escrever, por mais que tudo venha a acontecer, sempre que eu estiver quieta é a sua imagem que eu estou vendo e quando me perguntarem de você o meu coração ainda vai tentar parar o mundo com suas batidas ridiculamente rápidas enquanto tudo que é seu pulsa dentro de mim.
Vem. Estou te dando a chance de me despedaçar de novo.
Estou esperando que venhas com a marreta pronta para estilhaçar todos os pedaços mal-colados do meu coração. É, estou aqui novamente, livre e tua, esperando que as tuas palavras voltem a abrir todas as feridas que o tempo tratou de cicatrizar. Tem ali do lado uma lista com as mesmas mentiras de sempre, caso tenhas esquecido de alguma, não quero tua memória fraca me prive de nada. Lembra-me de tudo que me fizeste passar, faça-me feliz como eu fui com todas as suas mentiras, me de a ilusão de que és meu. Sem timidez. Faça-me acreditar que te preocupas comigo.
Eu te imploro, faça com que as feridas latejem como se nunca tivessem sido cicatrizadas. Por favor, me faça sentir. Cala o teu silêncio. Quebra a escuridão que me cerca, com o brilho do teu olhar. Faz alguma coisa. Me salva desse poço sem fundo, nem que seja para me jogar de um penhasco depois.
Vem que eu estou te dando a chance de tentar de novo.
Estou esperando que venhas com a marreta pronta para estilhaçar todos os pedaços mal-colados do meu coração. É, estou aqui novamente, livre e tua, esperando que as tuas palavras voltem a abrir todas as feridas que o tempo tratou de cicatrizar. Tem ali do lado uma lista com as mesmas mentiras de sempre, caso tenhas esquecido de alguma, não quero tua memória fraca me prive de nada. Lembra-me de tudo que me fizeste passar, faça-me feliz como eu fui com todas as suas mentiras, me de a ilusão de que és meu. Sem timidez. Faça-me acreditar que te preocupas comigo.
Eu te imploro, faça com que as feridas latejem como se nunca tivessem sido cicatrizadas. Por favor, me faça sentir. Cala o teu silêncio. Quebra a escuridão que me cerca, com o brilho do teu olhar. Faz alguma coisa. Me salva desse poço sem fundo, nem que seja para me jogar de um penhasco depois.
Vem que eu estou te dando a chance de tentar de novo.
Talvez eu devesse te pedir perdão.
Eu sei que parei de escrever, mas o amor se tornou tão grande que o meu coração não foi forte o suficiente para suportar. O amor transbordou, e o meu cérebro humano se tornou pequeno demais para processar tudo isso. Como alguém tão pequeno pode amar tanto? Como um coração tão normal pode carregar um amor tão sobrenatural?
Eu precisei parar. Pensar. E a única conclusão que cheguei me trouxe de volta às dúvidas do início. Um ciclo. Eu nunca o abandonei. Nunca deixei de amá-lo. Eu não o esqueci nesses dias em que não escrevi para você. Mas sabe, na verdade, acho que nunca parei realmente de escrever. Acho que dentro de mim, algo continuou rascunhando textos piegas e clichês sobre você e agora só estou dando vida a essas palavras. Só estou tirando do armário empoeirado todo esse amor. Só estou revirando no baú algumas singelas palavras para fazer o que eu sempre fiz: descrever esse conhecido sentimento que sempre carreguei dentro do peito junto a imagem de um anjo sublime e Inalcançável. Junto a sua imagem. E garanto a você que o amo, de um amor puro, sincero, saudável, doentio, louco e talvez até errante. Mas sem sombra de dúvidas é amor. O sentimento que eu vou alimentar com a minha alma só para garantir que seja eterno.
Eu sei que parei de escrever, mas o amor se tornou tão grande que o meu coração não foi forte o suficiente para suportar. O amor transbordou, e o meu cérebro humano se tornou pequeno demais para processar tudo isso. Como alguém tão pequeno pode amar tanto? Como um coração tão normal pode carregar um amor tão sobrenatural?
Eu precisei parar. Pensar. E a única conclusão que cheguei me trouxe de volta às dúvidas do início. Um ciclo. Eu nunca o abandonei. Nunca deixei de amá-lo. Eu não o esqueci nesses dias em que não escrevi para você. Mas sabe, na verdade, acho que nunca parei realmente de escrever. Acho que dentro de mim, algo continuou rascunhando textos piegas e clichês sobre você e agora só estou dando vida a essas palavras. Só estou tirando do armário empoeirado todo esse amor. Só estou revirando no baú algumas singelas palavras para fazer o que eu sempre fiz: descrever esse conhecido sentimento que sempre carreguei dentro do peito junto a imagem de um anjo sublime e Inalcançável. Junto a sua imagem. E garanto a você que o amo, de um amor puro, sincero, saudável, doentio, louco e talvez até errante. Mas sem sombra de dúvidas é amor. O sentimento que eu vou alimentar com a minha alma só para garantir que seja eterno.
Um amigo meu leu um dos meus textos e me perguntou se era pra alguém de verdade ou se era um fruto da minha imaginação, um alguém inventado. “É pra alguém de verdade”. Aí ele me perguntou o que essa pessoa tinha na cabeça. “Acho que deve ter um cérebro”. Então, esse amigo me perguntou se a pessoa para quem eu escrevia os textos tinha coração... “Deve ter... eu acho”. Claro que o músculo que bombeia o sangue, ta lá, bonitinho, batendo no peito dele, mas o coração simbólico, digamos assim, aquele que dizemos ser o responsável pelo amor, aquele que a gente desenha em cartinhas e que a gente faz com as mãos, esse coração aí acho que ele não tem, e se tiver, não sabe como usar. Ele bem sabe como iludir e quebrar corações alheios e sabe, também, guardar os sentimentos dele em algum canto intocável, inacessível, então, ninguém nunca chega lá. Ele não deixa, e quando a gente pensa que conseguiu, ele ri e mostra que não. Mostra, demonstra e game over pra você. Isso mesmo. É game over porque você não irá passar de um joguinho. A vida dele é isso, um jogo, você será apenas uma peça mais ou menos interessante que apareceu no meio do caminho. Só que assim, jogos normalmente têm instruções e manuais. Algo que te guie. Esse não tem. Você corre, e corre, e luta, e acha que vai dar certo, só que não dá. Você segue a sua intuição só que ela nem sempre te dá a direção correta pra seguir, e nesse caso, você acaba sozinha numa rua sem saída. Ele vai passar reto e talvez esbarre em outras peças mais ou menos interessantes. Ele já cansou e esqueceu das peças antigas, elas dobraram, arranharam, perderam a cor e a importância – que já não era grande.
Nem peço fidelidade a mim, só digo para que seja fiel consigo uma única vez. E aí, consegue? Mas de verdade a sua resposta não me interessa agora. Fiquei sabendo que você amou alguém depois de mim e que essa pessoa ficou com um amigo seu na sua frente durante uma festa, acredita que eu quase fiquei com pena de você? É, mas essa quase pena me trouxe lembranças, me trouxe raiva e por fim trouxe a superfície do meu rosto um sorriso largo de satisfação. Todo mundo sabe que nunca fui uma pessoa má, e não sou de ficar feliz com desgraças alheias, mas saber que você chorou porque uma menina o traiu foi bastante satisfatório, como eu já disse. Até porque, meses atrás, era eu quem chorava por um motivo bastante parecido. É talvez um tanto irônico isso, não acha? Claro que, pelo estrago que você já me causou, desacredito na possibilidade de que essa situação tenha o feito mudar de alguma forma, mas talvez tenha sido uma lição, uma amostra do que me fez passar, e não que eu seja vingativa ou algo do tipo, mas com todo o meu coração, espero que tenham caído muitas lágrimas desses seus olhos e que tudo tenha sido bastante doloroso. Agora escute as dicas de quem já passou por isso: se dê a oportunidade de relembrar as cenas durante noites inteiras. Torne-se um tanto masoquista. Sofra um pouco a cada minuto e veja o que é lutar sozinho e exausto para resistir mais 24 horas. Sofra meu amor. E como consolo, digo a você que eu estarei assistindo isso de camarote.
Mas e aí, qual é a sensação de se sentir inválido diante toda a sua dor? E uma última coisa, e dessa vez tente ser fiel consigo e responda: qual é a sensação de se sentir como o brinquedo de alguém?
Mas e aí, qual é a sensação de se sentir inválido diante toda a sua dor? E uma última coisa, e dessa vez tente ser fiel consigo e responda: qual é a sensação de se sentir como o brinquedo de alguém?
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