Eu sempre soube amar, mas se me perguntarem se eu fiz isso certo, não saberia responder. Eu sempre fui distribuidora de amor, mas nunca de dor. Eu preferia me machucar do que machucar alguém. A minha dor era só minha, e eu sempre segui com essa teoria, de que talvez, ninguém precisasse saber dessa dor, se um sorriso escondesse isso. Porque no fundo, a gente sabe que quando dói, é por culpa nossa mesmo, ninguém tem nada haver, ninguém tem culpa das minhas inúmeras dores. Sempre quando eu mergulhava de cabeça, alguém me avisava pra não fazer, mais eu sempre fui teimosa, nunca ouvi minha própria razão, quem dirá a razão alheia. Sempre sofri demais por ser tão intensa assim, por colocar a minha intensidade em qualquer coisa que eu achasse que merecesse. Poucas vezes valeram à pena essa intensidade toda, a maioria das pessoas sequer valorizam isso, ninguém reconhece, ninguém faz. Os meus medos nunca foram por mim, sempre foram pelo outro, pelo mal que eu podia causar a alguém, então eu sempre me culpei pelas minhas frustrações. Sempre achei que se o cara não me amava a culpa era ou minha ou minha também, porque eu talvez teria que ter me esforçado mais pra isso acontecer, ou eu simplesmente não deveria ama-lo, eu sempre quis evitar as coisas antes mesmo que elas acontecessem. Se eu pudesse escolher um super poder, com certeza seria esse de prever o futuro só pra mudar o presente.
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