- Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz ao ponto de nem conseguir fechar os olhos... Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram... Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou. Já tive tanta certeza de mim... ao ponto de querer sumir... Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir... Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam...
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
Um amigo meu leu um dos meus textos e me perguntou se era pra alguém de verdade ou se era um fruto da minha imaginação, um alguém inventado. “É pra alguém de verdade”. Aí ele me perguntou o que essa pessoa tinha na cabeça. “Acho que deve ter um cérebro”. Então, esse amigo me perguntou se a pessoa para quem eu escrevia os textos tinha coração... “Deve ter... eu acho”. Claro que o músculo que bombeia o sangue, ta lá, bonitinho, batendo no peito dele, mas o coração simbólico, digamos assim, aquele que dizemos ser o responsável pelo amor, aquele que a gente desenha em cartinhas e que a gente faz com as mãos, esse coração aí acho que ele não tem, e se tiver, não sabe como usar. Ele bem sabe como iludir e quebrar corações alheios e sabe, também, guardar os sentimentos dele em algum canto intocável, inacessível, então, ninguém nunca chega lá. Ele não deixa, e quando a gente pensa que conseguiu, ele ri e mostra que não. Mostra, demonstra e game over pra você. Isso mesmo. É game over porque você não irá passar de um joguinho. A vida dele é isso, um jogo, você será apenas uma peça mais ou menos interessante que apareceu no meio do caminho. Só que assim, jogos normalmente têm instruções e manuais. Algo que te guie. Esse não tem. Você corre, e corre, e luta, e acha que vai dar certo, só que não dá. Você segue a sua intuição só que ela nem sempre te dá a direção correta pra seguir, e nesse caso, você acaba sozinha numa rua sem saída. Ele vai passar reto e talvez esbarre em outras peças mais ou menos interessantes. Ele já cansou e esqueceu das peças antigas, elas dobraram, arranharam, perderam a cor e a importância – que já não era grande.
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